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Trânsito Livre de
Dados sem Falhas em Sistemas Distribuídos
Muitos projetos, que não
levaram em conta conceitos como
distribuição e replicação de
dados, rotinas de backup e recuperação das
bases distribuidas no caso de queda da rede ou de algum
servidor, enfrentaram sérias dificuldades.
Em geral, os ambientes de
desenvolvimento dos projetos são sempre
centralizados. Ou seja, todos os analistas desenvolvem
sobre uma base de dados central única o projeto
que, quando em produção, estará
rodando sobre várias bases em um ambiente
distribuido. Esse paradigma cresceu em importância
para o sucesso dos projetos quando os analistas
colocaram seus primeiros pilotos em teste. Notaram que,
por mais otimizada que estivesse sua topologia de rede
para distribuir as aplicações ela poderia
estar subdimensionada para trafegar os dados entre essas
aplicações e os respectivos servidores das
bases de dados. Esse tipo de problema só pode ser
detectado com massas de dados reais e dificilmente
é identificado durante a a fase de
desenvolvimento dos sistemas, em que os volumes dos
dados são muito pequenos.
Outro problema refere-se ao
próprio desenho das aplicações. As
tabelas de dados, antes num servidor local, agora se
encontram distribuidas e/ou replicadas pelos
vários servidores de dados na rede. Com isso as
aplicações precisam ser suficientemente
inteligentes para reendereçar essas tabelas e
ainda manter a integridade de dados. Simplificando ao
máximo esses conceitos, pode-se dizer que a
distribuição das informações
se configura quando os dados envolvidos numa
transação ou em um conjunto de
transações não se encontram no
mesmo servidor. Ou seja, uma mesma
transação pode processar dados que
estão localizados em dois ou mais servidores.
Como podemos notar
há uma semelhança muito grande entre os
sistemas de bancos de dados distruidos e os sistemas de
banco de dados na Web. Consequentemente muitos dos
problemas encontrados em tais sistemas distribuidos,
são também encontrados na
implementação de Bancos de Dados na
Web.
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